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O Papel do Empresário no Desenvolvimento da Cultura Organizacional

O Papel do Empresário no Desenvolvimento da Cultura Organizacional

Durante um processo de mentoria com um  casal de empresários conversamos sobre os desafios que eles estavam vivendo no reposicionamento de seus negócios. A crise econômica foi um duro golpe para o seu negocio na medida que os investimentos foram paralisados e os projetos que estavam desenvolvendo sofreram o efeito cascata. Após longos meses suas atividades puderem ser retomadas, mas agora neste novo momento surgiam os medos naturais que remetiam aos fantasmas da crise que vieram e que os afligia em um momento importante de seu negócio.

Depois de um longo dialogo, trouxe a conversa para a relação da cultura organizacional com o momento que estavam vivendo, e como, neste momento eles precisavam encontrar o que chamo de "antídotos preventivos” para as situações corriqueiras e desgastantes que consumiram suas finanças, emoções e capacidade criativa no passado. Sair da cultura do apagar incêndio todos os dias para uma cultura de ser encontrado por soluções a todo momento é um grande desafio para o empreendedor brasileiro.

Um outro ponto  que conversamos foi a relação que eles possuíam com os lideres que foram designados para organizar o dia-a-dia operacional da empresa. Os lideres foram posicionados em cada área para administrar processos e responder pelas demandas das relações com os demais funcionários. Nesta quesito, um ponto que gostaria de destacar é que muitas vezes nós designamos pessoas em cargos de chefia, mas elas desconhecem o que de fato estamos construindo como cultura empresarial. E aí reside um ponto de tensão: os demais funcionários podem ao longo do tempo, ter uma projeção sobre a direção a partir de como são tratados pelos líderes, porque acreditam que tal postura deles em determinados momentos é ordenada e respaldada pela direção. Mas todos sabemos que nem sempre uma postura de um líder de equipe está de acordo com as diretrizes da empresa, o que alimenta conflitos e situações onde os diretores são colocados em situações delicadas. E um outro ponto, é que nem sempre os líderes são acompanhados e desenvolvidos em termos de cultura da empresa e por isso, acabam tendo decisões baseados em experiências anteriores em outras empresas que possuíam uma cultura diferente do lugar onde estão neste momento. 

Mas qual seria o antídoto para isto? Sem dúvida, a cultura é o que acontece em uma empresa em todos os seus níveis. E o trabalho de mudança da cultura sempre deve ser conduzido em pequenos grupos integrados e não na massa de pessoas. Por isso, pensar cultura organizacional é estabelecer uma cultura de relacionamento não hierárquico, mas funcional. Neste caso especifico a orientação foi que os diretores dedicassem um tempo da semana para estar com estes líderes, compartilhando sua visão, sua missão e seus valores de vida. Trazer para uma mesa relacional suas experiencias com relação a empresa, e a postura que acreditavam ser correta em situações corriqueiras da empresa. E o papel de cada líder seria o de reproduzir isso em sua equipe, criando células de inovação a medida que a cultura da empresa é renovada na mente e no coração de cada funcionário. E isto abriria um novo ciclo de de inovação na gestão, um novo ritmo e profundidade do desenvolvimento pessoal de cada colaborador, e um novo comprometimento de cada funcionário com a proposta de valor da empresa. É nesta sinergia de ações intencionais que encontramos a construção de um ambiente produtivo, que eleva o faturamento e melhora os índices de lucratividade através da otimização de recursos.

Finalizamos a nossa conversa com este ponto central: construir uma cultura organizacional mais humanizada nada mais é do que estabelecer bases sólidas para que os relacionamentos que acontecem dentro da empresa sejam colaborativos, empoderadores e concernentes as diretrizes estratégicas da empresa. Pensar cultura é atuar estrategicamente na formação de líderes que não precisaram vender uma visão para sua equipe, da qual muitas vezes nem eles acreditam, mas se tornarem construtores da visão no interior de cada colaborador a medida que são modelados a partir da visão de futuro da empresa.

 


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REINO
Marcelo Souza
Marcelo Souza Seguir

Casado com Zélia e pai da Júlia. Atua na equipe pastoral da Missão Mobilização, é founder da Illumine, presidente da Acridas, mentor e conselheiro de empresários e mobilizador de redes de empresários cristãos em várias regiões do Brasil.

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